Quando eu tinha 17 anos, me sentia a pessoa mais livre do mundo por poder escolher o que eu faria do resto da minha vida. No ano seguinte eu poderia fazer faculdade de medicina ou música, engenharia ou letras, e isso mudaria tudo que viria em seguida. Eu adorava este poder sobre a minha história futura.
Então eu escolhi jornalismo, arranjei emprego, outro e mais outro e estabeleci meu rumo. Mas não consigo crer que estou presa por isso.
Acredito muito na consideração do Sartre de que "o homem está condenado a ser livre" (aliás essa frase daria uma ótima tatuagem, em francês né?). A vida é feita de milhões de escolhas e a todo momento tenho a oportunidade de mudar tudo. Mas como ele diz, isso é uma sina, pois somos pressionados a escolher. E como diria a letra do Rush, "If you choose not to decide, you still have made a choice".
Mas por que eu mudaria alguma coisa? Tenho a vida que sempre sonhei, vivo com o homem que amo em uma casa ótima, tenho dois cachorros apaixonantes, continuo dançando flamenco, tenho saúde, família, dinheiro suficiente para atender minhas vontades... A questão é que também acredito em outra teoria do Sartre (sim, voltei a ler filosofia): o homem é o que ele faz de si mesmo. E eu acho que posso fazer muito mais. Só tenho que escolher o que.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Reaprendendo a voar
Depois de 3 anos sem escrever, decidi que era hora de voltar a ter um blog. Neste meio tempo consolidei minha rotina de adulta, realizei o sonho de conhecer a Europa, fiz duas 2 tatuagens, ganhei marido e 2 cachorros.
Mas tenho que admitir que a literatura nunca deixou de ser um objetivo na minha vida. Se antes eu tentava descobrir do que minhas asas eram feitas, agora sei que são de folhas de plátano, mas tenho medo delas esquecerem como se voa.
Vamos ver o que sai.
Mas tenho que admitir que a literatura nunca deixou de ser um objetivo na minha vida. Se antes eu tentava descobrir do que minhas asas eram feitas, agora sei que são de folhas de plátano, mas tenho medo delas esquecerem como se voa.
Vamos ver o que sai.
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